É notório o caos em que se transforma quando a chuva da tarde cai na cidade. Ela pode durar cinco, dez, trinta minutos ou uma hora, ela sempre causará o mesmo problema para o trânsito.
Em horário de pico os carros são obrigados a desviar de ruas como a travessa Pariquis, Mundurucus, 14 de março, que formam verdadeiros lagos em Belém, depois da chuva. Os "carros-anfíbios" arriscam-se por entre a água e muitos deles acabam virando sapos e ficam pelo caminho. 

Nesses dias não se sabe o que fazer. Se é melhor seguir o caminho comum de todos os dias ou se é melhor procurar caminhos alternativos que certamente mostrarão carros unidos como o arroz doce da sua avó em época de festejos juninos.
Outro dia, estava indo a universidade. Eu e mais três amigas saímos às 18:20 da Av. Nazaré, pegamos a Av. Pedro Miranda, com o intuito de subirmos o elevado da Dr. Freitas e evitarmos o transtorno de percorrer toda a Av. Almirante Barroso. Eram 20:10 quando chegamos ao elevado e o que aconteceu? Desistimos de ir a aula, já que estavamos cerca de 1 hora e meia atrasadas e ainda existia o túnel do entrocamento e todo o trânsito da BR-316.
Outro dia pegamos a Av. Domingos Marreiros e ficamos paradas cerca de 20 minutos entre as ruas Castelo Branco e 14 de abril. Hora os motoristas de ônibus fechavam o cruzamento e não podiamos passar, hora os carros que vinham da Domingos Marreiros fechavam o cruzamento e ninguém passava também. Andando poucos metros mais um problema: o cruzamento da Duque com a Domingos Marreiros. Eram ambulâncias, carros e onibus, todos se preparando para entrar no funil que os levaria a Av. Duque de Caxias.
O fato é: Não se pode mais andar em Belém quando chove. São acidentes, a falta de educação dos condutores, o alagamento das ruas. Tudo influencia para que não haja mais capacidade nenhuma de se ter um trânsito tranquilo, enquanto não existirem, de fato, políticas públicas que beneficiem e eduquem os motoristas, aliadas a compreensão paciência e coletes salva-vidas.
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