sexta-feira, 4 de junho de 2010

Repressão? Não, não

Quem é jornalista, fica com um, ou até mesmo se interessa pelo assunto, deve ter visto ou lido algo a respeito da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, licenciada pela editora Abril.


Milanez foi demitido no dia 11 de maio deste ano, por ter feito uma crítica via twitter a uma matéria pubicada na revista Veja que (oi?) faz parte do leque de publicações da editora Abril (entenderam a ligação, né?). O jornalista em seu perfil no microblog, fez comentários a respeito da reportagem "A farsa da nação indígena", veiculada na Veja.



"Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto? (sic)", escreveu em post no dia 9 de maio.
Então, gente. O Milanez foi demitido por ter criticado em sua página pessoal do twitter uma reportagem inserida na maior publicação da editora, que até então pagava o salário dele, e como uma pessoa pública de imagem vinculada a empresa, deveria tentar guardar certos comentários. Mas eu fico me pergutando, até que ponto devemos nos reprimir de explanar nossa opinião? Só porque temos uma imagem ligada a algo, temos que nos render a qualquer coisa ligada a ela e ainda por cima elogia-la? Acredito que não.

Mas, como vivemos em um país onde a cultura pela imagem associada sempre a algo ou alguém ainda é muito forte, temos que pagar por atitudes de cunho repressivo, porque podemos assim dizer, que nos obrigam a sermos quem não somos, ou a acreditarmos que somos robôs projetados para crer que somos o que produzimos e adoramos qualquer ligação com a fabricante de nossas peças.
twitter do Milanez: @felipedjeguaka

reportagem "A farsa da nação indígena": http://veja.abril.com.br/120510/farsa-nacao-indigena-p-134.shtml


Lei e Ordem... quase isso

Quem aí já se deparou com uma mobilização gigantesca em busca da aprovação de leis e medidas que são geradas em 1910 e aprovadas apenas em 2014?
Pois é, no Brasil é assim. Uma série de projetos de lei idealizados por representantes da população na bancada do governo ou município, antes de começarem a vigorar, de fato, precisam passar por uma série de etapas para que possam fazer parte do cumprimento dos deveres como cidadão que vive em uma sociedade regida por leis e "ordens".
Mas nem sempre as coisas funcionam da maneira que se espera. Pensemos o seguinte: sou um deputado, preciso mostrar serviço e vou criar um projeto de lei que visa impedir que os candidatos à presidência, a bancada federal e estadual e ao governo, que estiverem com a "ficha suja" não se candidatem, sendo inviável sua participação nas eleições de tais cargos.
Tá, esse deputado vai ao plenário apresenta o Projeto que vai à votação. Os representantes de partidos se reúnem, pensam e tem um prazo para decidir. Enquanto isso no mundo obscuro e ativo das mídias sociais uma grande mobilização é feita para que o projeto de lei seja aprovado. Depois de mais de dois milhões de assinaturas, o projeto está apenas aguardando o que pra vigorar? O sancionamento do Presidente da República.
E eu me pergunto, tanta mobilização, tanta corrupção e muita demora. Por que nós brasileiros, sempre deixamos tudo pra última hora? Quando será sancionada a tal lei? Em 2016, quando até o ACM ressurgirá das cinzas para se candidatar?

saiba mais sobre o Projeto Ficha Limpa em: https://secure.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?fp

terça-feira, 11 de maio de 2010

Chuva e carros em Belém, super amigos? Não

É notório o caos em que se transforma quando a chuva da tarde cai na cidade. Ela pode durar cinco, dez, trinta minutos ou uma hora, ela sempre causará o mesmo problema para o trânsito.

Em horário de pico os carros são obrigados a desviar de ruas como a travessa Pariquis, Mundurucus, 14 de março, que formam verdadeiros lagos em Belém, depois da chuva. Os "carros-anfíbios" arriscam-se por entre a água e muitos deles acabam virando sapos e ficam pelo caminho.

Nesses dias não se sabe o que fazer. Se é melhor seguir o caminho comum de todos os dias ou se é melhor procurar caminhos alternativos que certamente mostrarão carros unidos como o arroz doce da sua avó em época de festejos juninos.

Outro dia, estava indo a universidade. Eu e mais três amigas saímos às 18:20 da Av. Nazaré, pegamos a Av. Pedro Miranda, com o intuito de subirmos o elevado da Dr. Freitas e evitarmos o transtorno de percorrer toda a Av. Almirante Barroso. Eram 20:10 quando chegamos ao elevado e o que aconteceu? Desistimos de ir a aula, já que estavamos cerca de 1 hora e meia atrasadas e ainda existia o túnel do entrocamento e todo o trânsito da BR-316.

Outro dia pegamos a Av. Domingos Marreiros e ficamos paradas cerca de 20 minutos entre as ruas Castelo Branco e 14 de abril. Hora os motoristas de ônibus fechavam o cruzamento e não podiamos passar, hora os carros que vinham da Domingos Marreiros fechavam o cruzamento e ninguém passava também. Andando poucos metros mais um problema: o cruzamento da Duque com a Domingos Marreiros. Eram ambulâncias, carros e onibus, todos se preparando para entrar no funil que os levaria a Av. Duque de Caxias.

O fato é: Não se pode mais andar em Belém quando chove. São acidentes, a falta de educação dos condutores, o alagamento das ruas. Tudo influencia para que não haja mais capacidade nenhuma de se ter um trânsito tranquilo, enquanto não existirem, de fato, políticas públicas que beneficiem e eduquem os motoristas, aliadas a compreensão paciência e coletes salva-vidas.